quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um pouco de psicologia para esta quinta...

Emagrecer é muito mais do que eliminar peso. Não basta ter vontade. Sabia que o emagrecimento está ligado aos processos psíquicos e vivenciais? Todo desenvolvimento acontece nas relações, portanto, o corpo não pode ser excluído dessa grande dimensão da expressão humana.

Nossas alegrias, tristezas e angústias constroem a nossa história e ajudam a definir o caminho do corpo. Por isso, ele ganha e perde peso segundo nossas experiências.

Na maior parte das vezes, o foco
de atenção permanece em direção ao corpo concreto, exigindo sua mudança imediata. Como resultado, caímos sobre uma ansiedade onde o corpo assume o dever de ser magro, independentemente de suas emoções.

Quem já não ganhou ou perdeu peso
emocional? Esse dado informativo, certamente percorre o íntimo de cada um de nós. O corpo responde as emoções e oscila junto com elas. Sendo assim, é preciso identificar as razões que nos remetem a esse quadro, pois do contrário, qualquer tentativa para perder peso, somente afasta o peso e não o elimina.

Lembrar que não são só as emoções negativas as vilãs da distorção corporal. Lidar com todo o emocional é exercício diário, pois demanda a capacidade de discernir sentimentos passíveis de serem administrados.

Na verdade comemos por ansiedade, na medida em que nos fragilizamos perante emoções não identificadas, sejam elas positivas e/ou negativas.

Para melhor entendimento, uma sensação de alegria ou de tristeza pode nos causar desconforto pela inabilidade perceptiva. Sentimos e não sabemos o que sentimos. Algo nos retira do lugar seguro e confortável promovendo uma alteração inconsciente, criando uma ansiedade a fim de controlar a onda de emoção.

Nesse momento é importante entender a situação vivida. A partir daí, é possível enfrentar o sentimento, pois a emoção não tem forma, mas oferece uma direção. Se feliz, podemos compartilhar a felicidade e assim distribuir a energia gerada de forma saudável. Se triste, podemos também compartilhar com a intenção de dissolver a energia acumulada por conta de uma experiência desconfortável.

Enfim, não importa se a emoção é boa ou ruim, o que vale é o destino que damos a ela. Recorremos à comida na intenção de encontrar um ponto de equilíbrio entre a fragilidade do que vivemos e a inabilidade do que somos capazes de administrar.

Ganhar ou perder peso depende muito da nossa trajetória enquanto ser humano e de todo aprendizado sobre as experiências relacionais.

Então pare um pouco e pense: o que está pesando mais em você? O corpo ou as emoções?

Liberte-as.


*Texto adaptado da psicóloga Laura Cavalcanti, formada em Transtornos Alimentares e Obesidade, Psicoterapia Breve, Psicologia Hospitalar, Teoria e Clínica Psicanalítica, Análise Existencial e Relaxação Terapêutica. Criadora e fundadora do Projeto
EMAGRECER DÓI? - Grupo de Apoio Emocional, que atende pacientes com dificuldade de emagrecimento.


Um comentário:

  1. Olha em todas as fases da minha minha o efeito sanfona estava lá comigo juntinho. Preciso repensar.

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